SYLVESTRIS PICTURES

Só há um momento
para tirar a fotografia certa.

A. J. Verhoef

EXPOSIÇÕES

EXPOSIÇÃO DE FOTOS

Coletiva de
Artes Plásticas

Por ocasião da 44ª comemoração do 25 de Abril de 1974, foi organizada uma exposição de várias disciplinas, incluindo fotografia, pintura e escultura.

BIOGRAFIA

Fotografia é um estilo
de vida para mim!

É a razão pela qual, quase sempre, tenho a minha máquina fotográfica pronta para ação! Não para capturar tudo o que acontece, mas para fotografar o que é belo e que por vezes apenas dura um segundo.

Eu fotografo para capturar o silêncio e numa tentativa de espelhar a beleza.

É especial olhar atentamente para o jogo de luzes que é criado pelas flores presas no gelo, ou capturar o diferentes contrastes das flores de verão visto contra um céu cada vez mais escuro. Sinto imenso prazer nisso, em particular, quando a foto impressa, revela exatamente aquilo que vi!

Desde cedo, tive o privilégio de tirar cursos na área da fotografia analógica, o que me permitiu descobrir o prazer de fotografar. Porém, com a camera digital e software de fotografia, hoje é tudo mais simples, editando completamente a imagem da forma que se quiser, mas não para mim, isso fica para além do meu limite! Recuso-me a utilizar qualquer photoshop, edição ou retoque da fotografia. Tenho muitas vezes apenas uma hipótese de fazer a imagem que eu tenho em mente. Este é o meu desafio criativo e artístico. Existe apenas uma possibilidade para capturar a luz perfeita, a relação e aspecto a que se destina, o contraste adequado..

Eu visito regularmente galerias e exposições em museus de arte moderna. O museu de fotografia Haags Foto Museum, em Haia, na Holanda, é um dos meus favoritos. Em Portugal, um dos meus favoritos é, sem dúvida, o Museu de Serralves, no Porto e o museu Gulbenkian em lisboa.

As várias formas de arte moderna, que encontro em feiras de arte internacionais, como em Amesterdão, Rotterdão, Bruxelas e Lisboa ensinam-me, cada vez mais, a observar o que me rodeia de uma forma diferente.

Durante o meu trabalho, como consultora de comunicação para o governo local, também fiz parte ao longo de vários anos, da equipa de guias do museu privado de escultura ‘Beelden aan Zee’ em Haia. Frequentei vários cursos, de forma a ser uma guia turística qualificada em variados projetos ligados à escultura moderna. Nesse período, melhorei substancialmente a minha forma de observar e interpretar o que me rodeia, algo que torna a fotografia ainda mais interessante para mim.

O meu nome é Ina Verhoef e vivi e trabalhei por um longo período em Haia na Holanda.

Completea HBO em Cultura e Sociedade em Haia, obtive meu certificado de Comunicação B em Utrecht e depois, por alguns anos, prossegui os meus estudos em Sociologia na Universidade Erasmus, em Roterdão. Há quatro anos comecei as minhas potos no distrito de Coimbra e Viseu.

REFERÊNCIAS

"One Chance to Take the Right Photo"

By Cynthia Adina Kirkwood

Abrahamina Verhoef is more than a photographer. She is a visual artist. Her photographs of nature are edgy, always instilling wonder and, sometimes, foreboding.

Her work, like that of the American painter Georgia O’Keefe, can transport an object from reality to surreality. In O’Keefe’s Summer Days, for example, an imposing sun-bleached deer skull with antlers floats above a diminutive yellow blossom and a tiny grouping of desert flowers in a cloudy sky above red hills.

Verhoef’s Tachyon also propels an everyday image to a place of fantasy. It is a photograph of a wildflower seen on roadsides in central Portugal. The tall blossom, which looks like deadly carrot, is photographed from below, looking up at a robust white tapering stem. At the end of the stem, green spokes shoot out clusters of yellow flowers into a blueish sky, disturbed by wisps of cirrus clouds and a blinding sun. A tachyon is a hypothetical particle that travels faster than light. Because of the particle’s speed, an observer would not see it approaching but would see two simultaneous images of it, appearing and departing in opposite directions. Scientists have not found any evidence for the existence of such particles. However, Verhoef manages to take a haunting photograph of the nonexistent.

Also in the Flowers series, a Verhoef photograph seems to pay homage to the still-life painting from the Dutch Golden Age. Verhoef, who is Dutch, pictures two glass vases. The smaller one in front holds a blue hyacinth and a stout vertical leaf. The other vase holds several flowers, including white freesias and a deep purple tulip. In between the two vases, a brown-tinged white rose has fallen on the counter. The withered rose could symbolize death, which is often represented in the 17th century paintings. The reflection of light and of the flowers on the glass vases is remarkable. Verhoef has the sensibility of a painter.

The photographer talks about “the cycle of life”:

On an early winter morning in my Portuguese garden, I saw something extraordinary. It was four degrees below zero. The wind and ice droplets in the air had worked together that night. On a large tree trunk, ice crystals were formed in beautiful patterns.

Because the sun was rising already, the miracle should quickly disappear.

Just in time, I was able to read the language of the wind and the air in the ice. And a little bit became visible about who was visiting there.

In her series, Ice Patterns, each piece is unrecognizable as ice. Only after the viewer has been alerted to the subject is it clear. Otherwise, the photographs are flourishing waves of grayish and bluish white, which are shaded expertly with light and shadow.

Verhoef also has a series called Flowers in Ice.  The roses, tulips and other flowers do not seem real. One piece, Water-in-Fire, astounds the viewer. Ice crystals are in the foreground and columns of red stand tall behind them.

“There is just one chance to take the right photo,” she says.

“I have been following courses in the field of analog photography quite early. My photos are not edited afterwards. No Photoshop for me, just one chance to make the picture I have in mind. This is the creative and artistic challenge for me. There is only one chance to capture the perfect light, the intended aspect ratio, the proper contrast.”

This visual artist does not waste her chances. 

@ Cynthia Adina Kirkwood, journalist and author of Turn On, Tune Out

error: Content is protected !!